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Blog de Alfredo Sirkis - RJ 19/05/2010 - 12:10 |
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Lula no Irã: relações promíscuas e álibis
Saudado com alvíssaras e fanfarras, a visita de Lula ao Irã produziu um acordo capenga, que dá um bom álibi político para a ditadura teocrática.
Alfredo Sirkis
Lula foi ao Irã, recusou-se a fazer o menor gesto em direção aos ativistas de direitos humanos e ao movimento democrático, o período de sua visita coincidiu com a execução de presos políticos curdos e, o tão celebrado acordo nuclear Irã-Brasil-Turquia revelou-se, se não uma farsa, pelo menos, um caminho insuficiente para assegurar que o regime teocrático islamista, de fato, não poderá fabricar secretamente armamento nuclear.
O acordo reedita uma proposta velha, de mais de um ano, pelo qual o Irã mandaria para fora do país 1200 kg de urânio enriquecido a 3,5%, para receber da França e da Rússia o urânio a 20%, para usos pacíficos.
O problema que na época em que foi feita, originalmente, a proposta a esses 1200 kg representavam 70% do urânio enriquecido iraniano. Dá lá para cá, o país produziu muito mais. Agora, isso representaria apenas metade. 1000 kg de urânio enriquecido a 90% já seriam suficientes para fabricar uma bomba.
Para que o acordo funcionasse, oferecendo, de fato, garantias ao mundo de que o Irã não estaria fabricando a bomba em uma de suas várias instalações clandestinas, teria que remeter uma quantidade maior e concordar com inspeções da AIEA. Até agora, o Irã não aceitou essas condições indispensáveis e, diante disso, não só os países ocidentais com a Rússia e, até mesmo, a China estariam dispostas a aprovar sanções na ONU.
Toda movimentação de Lula então serviu como álibi e biombo para que o regime iraniano continuasse com seu jogo de dissimulação. Ou seja, serviu de apoio político às tretas de Ahmadinejad. Toda gesticulação amigável, com camisa canarinho, tapinhas nas costas de votos de amizade, só serviu para fazer o jogo político de um ditadorzinho feroz com seu povo, messiânico, aventureiro, disseminador do terrorismo e negacionista do holocausto.
Frouxo e complacente com a administração aventureira, intervencionista e arrogante de George W Bush, também tratado como “amigo”, Lula dedica-se a atrapalhar e criar problemas para Barack Obama, enfraquecendo sua posição na gestão de vários e graves problemas intencionais e, sistematicamente, favorecendo regimes liberticidas e repressivos.
Prá não ficar no mau humor, vale a pena ler o furo do repórter Mico Leão sobre aquela suposta gafe de Dilma |