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Alfredo Sirkis - RJ
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Frustrações e saias justas
O PV precisa urgentemente mudar de dirigentes no Mato Grosso, Rondônia e Amazonas. Há muito gente boa querendo trabalhar e dirigentes locais fracos, fisiológicos e sabotadores

Alfredo Sirkis

Passei o final de semana voando para Cuiabá e Porto Velho tentando viabilizar candidaturas majoritárias em Mato Grosso e Rondônia. É uma frustração verificar a qualidade do PV nesses dois estados, o que se estende também ao Amazonas. Não que o PV careça de bons quadros. Há muita gente boa nesses estados, disposta a levantar a bandeira do verde e a campanha de Marina. Acontece que nesses lugares há dirigentes que há anos estão “sentados em cima da sigla” da qual viraram gigolôs. Negociam alianças monopolizam o controle do partido. Não tem vínculo algum com seu ideário programático e a candidatura da Marina é para eles um estorvo a ser toureado.

Em Rondônia ainda foi possível garantir uma candidatura ao Senado e a desvinculação da coligação majoritária da qual faz parte o ex-governador Ivo Casol, um inimigo dos ideais do PV. Mas o partido ficou capenga. No Mato Grosso onde seria importante uma candidatura ao governo e ao senado ainda existir uma chance de se conseguir a segunda mas alguns dirigentes do próprio partido estão tentando rifar essa possibilidade. Uma vergonha.

Outra má notícia: no Rio, afinal, não foi possível viabilizar a candidatura ao Senado de Aspásia Camargo entre outras razões pela atitude dos tucanos que provocaram um crise às vésperas da convenção porque queriam tirar o candidato do PPS e colocar o deles para garantir um palanque para o Serra. Depois quando o TSE finalmente validou a tese que defendíamos há meses, de que os partidos poderiam apresentar em separado seus candidatos ao Senado, os tucanos amarelaram e jogaram na lata do lixo 1 minuto e 36 segundos de tempo de TV, porque “não queriam mais mexer no assunto”. Desde o início colocamos que a decisão final caberia a Gabeira e ele não quis provocar mais uma crise na coligação por causa disso. Índio da Costa que teria condições de jogar um papel positivo nesse caso a favor da sensatez não quis se meter no assunto. Não retornou minhas ligações. Já estou arrependido de ter sido um dos poucos a tê-lo elogiado. O episódio me lembra o livro The March of Folly (A Marcha da Insensatez) de Barbara Tuchman, um inventário histórico de governantes ou políticos com ações contra seus próprios interesses. O bom e velho tiro no pé.

Última forma: Aspásia não será candidata ao Senado e não teremos quem em votar. Vale a moção aprovada na convenção do PV na qual integramos a coligação para o Senado apenas para não inviabilizar as candidaturas dos partidos que apoiaram Gabeira, sem que isso signifique qualquer tipo de apoio político ou voto. Pessoalmente, apesar de nossas diferenças ideológicas pretendo votar no Milton Temer para o Senado. Quanto a Aspásia será nossa puxadora de legenda nas eleições para deputada estadual.

Não foi um bom final de semana. Dias melhores virão.


 
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