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Alfredo Sirkis - RJ
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A inversão de Itacaré II
Como a campanha suja tenta inverter a situação de Itacaré manipulando eleitoralmente o IBAMA. Para esconder megaprojeto siderúrgica de devastação implicam com uma canaleta de rede elétrica.

Alfredo Sirkis

Assume conotações claras a operação de provocação eleitoral desencadeada pelos esquemas de “campanha suja” do PT com cumplicidade de órgãos oficiais, tentando difamar o candidato a vice do PV, Guilherme Leal.

Foi uma operação de “aloprados” claramente orquestrada pelo mesmo tipo de gente. Agora não foram os esquemas dentro da Receita Federal ou da Caixa Econômica, a bola da vez foi o IBAMA que continua produzindo contra-informações.

A primeira coisa a entender sobre o caso é que trata-se de uma propriedade adquirida por Guilherme Leal em 2005. Na propriedade havia uma área ocupada. Há muito tempo ali havia clareiras resultantes de velhas queimadas que foram aproveitadas para a construção dos chalés e equipamentos de apoio e lazer. As fotos aéreas difundidas pelos “aloprados” mostram essa pequena área, onde houve, no passado, uma plantação de mandioca, depois, um paisagismo de samambaias e que agora estava sendo refeito. Desde que a propriedade foi comprada, em 2005, ali não foi cortada uma única árvore, até porque a motivação de Leal era dispor de alí de um paraíso ecológico.

Por isso soa tão ridícula a acusação e fica manifesta a utilização de má fé e criminosa do IBAMA. Ela começou como represália à atuação de Leal contra o megaprojeto portuário-siderurgico que, esse sim, periga devastar e poluir uma imensa região. Intensificou-se agora quando ele se virou candidato a vice de Marina.

A provocação como flatulência ética

O segundo passo da operação criminosa de difamação eleitoreira, com o agravante do intenso uso da máquina pública, fica claro na notinha de hoje da mesma fonte poluída e desmoralizada que plantou a primeira.

Pretende até que haveria "mal estar" no PV em relação a isso e até um papo de “trocar o vice”.

Essa informação é falsa e fantasiosa. Os verdes estão totalmente solidários com Leal e irão enfrentar a provocação com firmeza, tranqüilidade e bom humor. Claro, os “aloprados” poderão eventualmente utilizar algum dos pouquíssimos ex-verdes que se venderam para a sua candidatura e tentar cavar-lhes uma relevância política artificial.

Vamos ficar de olho porque será o terceiro capítulo.

Mas o quarto será a completa desmoralização da operação quando todos os fatos forem analisadas por jornalistas sérios. Igual ao que aconteceu com o caso do caseiro de Brasília ou a violação dos bancos de dados da Receita Federal o tiro vai sair pela culatra.

A mentira tem pernas curtas e a armação é como a flatulência. Um ruído explosivo, seguido de um mau cheiro que costuma denunciar quem soltou...

Vamos ao que interessa

O que você sabe sobre o mega-projeto siderúrgico de Itacaré? Se não sabe, brevemente saberá.


(8/7)

Na área de Itacaré, Bahia, o governo petista pretende implantar um gigantesco complexo siderúrgico que irá impactar de forma duradoura esse paraíso ecológico. Um dos que se mobilizam para resistir e que teve, até agora, uma atuação sóbria e discreta, foi o nosso candidato a vice Guilherme Leal, auxiliado por Fábio Feldmann, advogado ambientalista e candidato do PV ao governo se SP.

O troco veio na forma de uma “denúncia” ao IBAMA que foi vistoriar a propriedade de Leal onde estava sendo implantada uma canaleta para colocação de rede elétrica. Não foi cortada uma única árvore! A propriedade para qualquer pessoa que veja as imagens é nada menos que um paraíso ecológico. Quem tem familiaridade com a ação de fiscais corruptos do IBAMA --aqui no Rio a Polícia Federal já prendeu vários deles praticando extorsão e acabaram afastados-- sabe que uma das técnicas elementares é na ausência de qualquer desmatamento, mencionar no relatório uma figura passe-par-tout tipo “alteração de paisagem” que se aplica a toda uma gama de situações, inclusive um chalé cercado de arvores que pra todos efeitos “altera paisagem”.


Na imaginação que quem lê forma-se, ato contínuo, a imagem de uma baita devastação quando no caso não houve remoção de uma única árvore mas de menos de um metro de largura de vegetação rasteira, logo recomposta e, sendo Leal um homem super cauteloso, cercada de todos os cuidados legais cabíveis.

Seria tudo uma piada não fosse a manupulação eleitoreira patente do IBAMA como instrumento de intimidação e retaliação política com a conseqüência perversa de desmoralizar o órgão num momento em que é atacado pela investida comuno-ruralista contra o Código Florestal.

Vejam como seu dá esse tipo de coisa: 1) Uma “denúncia” de esquemas ligados a um deputado ficha suja do PT vinculado ao projeto siderúrgico. 2) Uma vistoria com relatório feito em termos ambíguos 3) Acionamento de um notório colunista de imprensa marrom para “levantar a lebre” 3) Trasbordamento da notinha para a pauta da imprensa séria na forma de matéria sem apuração in loco naquele consagrado tom sibilino de suspeição a priori buscando tratamento negativo equânime de todos candidatos na cultura da Folha sinônimo de independência 4) Extravasamento da coisa para a net onde esquemas clandestinos de difamação terão livre curso.

Quando as imagens do local aparecerem e a documentação for disponibilizada ficará patente o ridículo patético da denúncia. Será a hora de acionar junto ao TRE por crime eleitoral os responsáveis, inclusive os do IBAMA, que tenham sido politicamente instrumentalizados, sem prejuízo das ações criminais e cíveis que couberem.


E o foco deverá rapidamente se deslocar ao megaprojeto siderúrgico do governo petista que periga de fato provocar uma devastação ambiental numa escala impensável naquele paraíso ecológico.

Por outro lado a ação dos esquemas “sujos” da campanha concorrente também tem o ensejo de servir como termômetro do nosso crescimento. Sempre que eles entram em ação nos indicam que, no tracking sofisticadíssimo que fazem, Marina cresce assustadoramente.


Quanto à Folha fica aqui uma humilde sugestão: olhem as imagens, vejam a situação “in loco”, apurem o contexto, o que está trás, e façam reportagem de verdade e não matérias pouco apuradas, ambíguas com manchetes que produzem o efeito desejado pelos mentores das campanhas sujas.


 
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