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Parque Madureira: um sonho feito realidade
Madureira, o coração da zona norte, começa a reverter seu processo de degradação. ganha uma área verde e de lazer valiosa. Desenvolvi o projeto entre 2001 e 2003, agora, dez anos depois sai do papel
Alfredo Sirkis
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Em 2001, logo depois de assumir a secretaria de urbanismo, fui apresentado a uma ideia desenvolvida pelo corpo técnico: a compactação da faixa ocupada pelas linhas de transmissão de alta tensão da Light em Madureira abrindo espaço para um parque e para a continuação da Via Light que liga a zona norte carioca à baixada fluminense. Me apaixonei imediatamente pela ideia porque vi nela a redenção de um dos bairros mais importantes do Rio, o “coração da Zona Norte” que vinha, há mais de vinte anos, num processo de degradação sem fim: esvaziamento econômico, êxodo da classe média e sua transformação num “atacadão” para o abastecimento do comércio informal. Madureira era um bairro a deriva, sem uma centralidade e sem uma única área verde ou de lazer digna do nome.
Transferi a elaboração inicialmente de um anteprojeto e, depois, de um projeto básico a responsabilidade da então diretoria de urbanismo do IPP que tinha melhores condições de desenvolvê-los. A questão era relativamente simples na concepção mas difícil na execução, passava por um acordo com a Light que continha várias complicações políticas, questões fundiárias e de escrituração intrincadas. O projeto do Parque foi relativamente fácil. [(http://www2.sirkis.com.br/noticia.kmf?noticia=7531542&canal=264)(Encomendei-o ao grande arquiteto e paisagista Fernando Chacel)] ao qual já havia pedido, na minha gestão na SMAC, em 95, o projeto do Parque Dois Irmãos. Chacel desenvolveu um projeto lindo e outros complementares, o da via e o de reassentamento da favela ao longo da linha férrea vizinha foram concluídos pelo corpo técnico da prefeitura em 2003. Fizemos um estudo de viabilidade econômica avaliando a valorização de terrenos da Light para pagar a obra de compactação da linhas de alta tensão. O então prefeito César Maia gostava do projeto mas queria que a Light assumisse uma parte maior do que ela se dispunha a assumir. A então administração da Light ligada a EDF era enrolada e pouco dinâmica. Não foi possível na época iniciar a obra por causa de uma série de imbróglios entre a prefeitura e a Light.
O tempo passou. Há dois anos atrás soube que o [(http://www2.sirkis.com.br/noticia.kmf?noticia=13055777&canal=257)(projeto fora retomado)] e isso me encheu de felicidade. O prefeito Eduardo Paes foi capaz de superar todos os obstáculos e executar a obra num prazo bastante curto. Hoje, participei da cerimônia de inauguração do Parque Madureira. O projeto do Chacel sofreu várias alterações. Ficou menos belo paisagisticamente mas mais funcional. Foram incluídas várias construções e o conceito de “centro cívico” não foi feito. Em seu lugar ficou a praça do Samba, uma concha acústica que penso agregou valor. O maior achado novo foi um novo amplo espaço para o skate. É de longe o mais completo do Rio e como skatista só posso aplaudir. Ao contrário daquele da Rocinha, há uns tempos, que ficara disfuncional esse foi planejado com a colaboração dos skatistas que fez a diferença. Assim como não se projeta ciclovia sem ciclista não se projeta um skatódromo sem skatistas.
O Parque de Madureira foi um gol de placa, um sonho saído do papel feito realidade e isso me encheu de felicidade.
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O projeto original de Fernando Chacel
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O parque vai revitalizar Madureira
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Uma opção de lazer para o coração do rio
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Um parque para grande fequência
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