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Alfredo Sirkis - RJ
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Rede: sugestões de orgnização
Em meados de 2011 apresentei essa proposta para estruturar o que veio a ser o Movimento da Nova Política. Na época a sugestão não emplacou. Penso que deve ser revisitada quando discutimos nossas novas formas de organização.

Alfredo Sirkis

Eis o estado inicial de minhas reflexões/sugestões sobre a Rede:

 

1 – Uma estruturação binária, em “cruz”: um Rede, horizontal, capilar e democrática em torno de coletivos territoriais e coletivos temáticos, e sua Empresa Suporte, vertical, altamente profissionalizada.

 

  1.1 - O objetivo do que incialmente chamamos de Rede dos VERDES e Cidadania é constituir-se num instrumento de mobilização política para os valores e objetivos programáticos pelos quais os verdes vem lutando e, em particular,  oferecer um espaço de participação aos (às)  milhões de cidadãos (ãs) que apoiaram a campanha presidencial Marina Silva, em 2010. Seu status jurídico será de uma associação civil.

 

  1.2 - A Rede deve se estruturar territorialmente a partir de Coletivos e de Plenárias inicialmente  nos municípios e nos estados que, logo, irão buscar maior capilaridade territorial: bairros, ruas, escolas, locais de trabalho, congregação, bem como,  coletivos temáticos, como por exemplo: 1) Defesa do verde e do Clima 2) Cidades sustentáveis 3) Cidadania & nova política.  A Rede deverá organizar em rede utilizando a fundo e de forma interativa os recursos da internet/redes sociais.

 

 1.3 - A Rede será apoiada no dia a dia por  uma Empresa Suporte estruturada de forma a gerir a toda a cadeia interativa em seus fluxos e processos e dar apoio logístico a todas as atividades da Rede, tanto presenciais como as virtuais, inclusive da coleta de contribuições.   Essa empresa, subordinada à Rede pelo seu conselho de administração, terá uma estrutura totalmente profissionalizada obedecendo a critérios de funcionamento e gestão empresarial e auditada de forma independente e com total transparência de aportes e gastos.

 

1.4 - O sucesso está no conceito e na estrutura adequada para dar conta dos livres fluxos de informação, comunicação e decisões --a organização deve ser baseada no conceito das Redes Sociais: há um gestor central (Empresa Suporte), que articula e segue regras transparentes e pactuadas. Mas há livre fluxo, dentro das regras pactuadas.

 

2 – O lançamento nacional da Rede dar-se-á nacionalmente. A seguir ela começará a ser lançada nos estados e municípios. Será precedida de uma criação publicitária de marca, nome e conceitos básicos de comunicação, eventualmente deixando algumas opções para serem escolhidas pelas Plenárias de Lançamento e consultas nas redes pioneiras.

 

2.1 -  Estrutura básica presencial da Rede é constituída pelos  Coletivos iniciais e as Plenárias de lançamento nos âmbitos nacional, estadual e municipal. Os Coletivos iniciais municipais terão um prazo de seis meses para promover uma campanha de associação. Nesse prazo serão realizadas nova plenárias de associados para eleger os coletivos municipais que terão obrigatoriamente uma renovação de 1/3 de sua composição a cada dois anos.

 

2.2 – Os coletivos deverão ser ter um equilíbrio de gênero com pelo menos 40% de mulheres e dois porta-vozes: um homem e uma mulher com mandato máximo de dois anos.

 

2.3 – Terão direito a voto na Rede os associados efetivos  à rede e os associados às plenárias que tenham pago suas contribuições e sido validados de forma presencial pelo coletivo local ou obtido certificado digital na rede. Sem que isso seja exclusivo a base das finanças da Rede deve ser constituída pelas pequenas contribuições dos associados. A Rede irá colocar todos seus associados na rede em condições de participar e deliberar. Mas entende-se que isso é um processo que leva em conta condicionantes econômicas,  socioculturais e logísticas. É previsível durante um bom período a coexistência do presencial com o digital.

 

2.4 – A Rede terá associados observadores que poderão acompanhar a maior parte de suas atividades e receber suas comunicações na rede e com elas interagir.

 

2.5 – A Rede poderá ter pessoas jurídicas sem fins lucrativos (ONGs, redes sociais, iniciativas culturais, etc...)  como associadas efetivas com uma participação em níveis de deliberação mediante critérios a serem estabelecidos mais adiante.

 

2.6 – Os coletivos terão 9(nove) membros, deverão se reunir quinzenalmente e realizar plenárias e consultas à rede local,  mensalmente,  com finalidades de deliberação sobre assuntos correntes, formação ou mobilização.

 

2.7 – Cada coletivo municipal deverá elaborar seu Programa Local aprovado por maioria de 60% em processos envolvendo as plenárias e as redes locais. Esse processo devera ser precedido de consultas análogas por bairro ou distrito.

 

2.8 – A forma de eleição dos coletivos estaduais e do coletivo nacional será determinada após estudos levando em conta os pesos demográficos dos municípios e a quantidade de associados em cada um deles. Os critérios envolvendo porta-vozes, equilíbrio de gênero, prazos e renovação de um terço a cada dois anos será aplicado também nesse nível. A partir de determinado patamar de inclusão digital e de cobertura territorial essa escolha passará a ser feita na forma de eleições primárias presenciais & digitais.

 

2.9 – A Rede poderá optar por estruturar-se por bacia hidrográfica, ecossistema ou outro tipo de recorte territorial ou ecológico.

 

2.10 – A Rede terá um Conselho Curador, com expoentes da sociedade civil que possam exercer a crítica e a supervisão sobre suas atividades e as da Empresa de Suporte. Disporá também de um Conselho Científico, com critério análogo de composição,  para exercer a crítica e a supervisão sobre sua a atuação de cunho temático e programático.

 

2.11 - A renovação permanente deve ser um valor. O poder deve ser diluído para evitar as concentrações e vícios da velha política. O conhecimento, a capacidade de gestão e a representatividade devem ser considerados como requisitos para composição dos cargos de direção. Deve haver revezamento de dirigentes a cada período de, no minímo, dois anos, criando uma cultura de renovação continuada.

Devemos criar um ambiente onde as pessoas conquistem espaço e respeito de acordo com suas respectivas capacidades de relacionamento ético, espírito de agregação, respeito às diferenças, capacidade de diálogo, postura colaborativa, idéias, conhecimento, independentemente de cargos, poder burocrático ou tempo de filiação.

 

3 – Ação temática e programática

 

3.1 – A Rede dotar-se-á de uma estrutura de mobilização temática envolvendo inicialmente as 3(três) grandes linhas de atuação: 1) Defesa do verde e do Clima 2) Cidades sustentáveis 3) Cidadania & nova política bem como de um programa nacional e programas estaduais.

 

3.2 – Os programas deverão ser aprovados ou modificados por pelo menos 60% dos participantes presenciais ou digitais do processo.

 

3.3 – Os temas originarão: campanhas temáticas, seminários e comunidades temática que ficarão encarregadas de aprofundá-los para além das definições genéricas dos programas.

 

3.4 – A Rede poderá definir porta-vozes para temas específicos e munir-se de mídias específicas: web sites, publicações, programas de rádio e TV para divulga-los de forma interativa. 

 

4 -  A Empresa Suporte como instrumento.

 

4.1 – A Empresa Suporte será politicamente subordinada à Rede pelo seu conselho de administração e auditada de forma independente. Ela será iniciada com um endowment, uma aplicação financeira que rende dividendos mensais à rede mas cujo principal continua a pertencer aos doadores.

 

4.2 – Sua gestão será profissional, com autonomia em relação aos aspectos técnico-operacionais e de gestão financeira no dia a dia.

 

4.3 – Suas tarefas serão:

 

4.3.1 -  Administração da rede, das comunicações, dos eventos e da logística da Rede.

4.3.2 -  Administração das mídias (portal, sites, redes sociais, publicações, assessoria de imprensa)

4.3.3 – Criação de campanhas, marcas e conteúdos

4.3.4 – Criação e comercialização de produtos e serviços

4.3.5 – Gestão de negócios e investimentos definidos como compatíveis com sua missão principal.

4.3.5 – Coleta de contribuições e gestão financeira dos recursos da Rede.

4.3.6 -  Elaboração de Projetos e captação de recursos.

 

4 – Relação com o mundo empresarial e político/eleitoral

 

4. 1 - A Rede estabelecerá normas de avaliação de empresas de acordo com sua performance ambiental e social com base em indicadores objetivos e transparentes de sustentabilidade.

 

4.2 – A Rede poderá aceitar contribuições, incondicionais e transparentes, de empresas a partir de um patamar de performance em sustentabilidade considerado aceitável.

 

4 .3 –  Com vistas às eleições de 2011 a Rede estabelecerá critérios com base a indicadores objetivos para definir os candidatos que irá apoiar com base a compromissos programáticos e adesão a um código de ética parlamentar ou executivo. Poderá, através da Empresa Suporte apoiar objetivamente campanhas desses candidatos compromissados.

 

4.4 – A Rede poderá criar um “selo de afinidade” para atividades (seminários, publicações, campanhas e outras iniciativas), ONGs, empresas, produtos e serviços sempre com base em indicadores objetivos e transparentes.

 

4.5 – A Rede poderá criar sistemas de avaliação total ou parcial, com indicadores, de governos e ações governamentais específicas bem como sistemas mediantes os quais o público possa acompanha-los.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 
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