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EDUARDO GOMES: Setas debocha de municípios com cartilha maldita e Silval tem que demitir secretária Roseli Barbosa. Se n

EDUARDO GOMES

Divulgação
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A primeira-dama Roseli Barbosa, que sumiu de cena; a "cartilha maldita"; e o jornalista Eduardo Gomes que prevê "colapso moral" se Silval não tirar a mulher do governo

Setas debocha de municípios e Silval tem que demitir secretária Roseli Barbosa

http://www.mtaquionline.com.br/artigos/2013/04/16/setas-debocha-de-munic%C3%ADpios-e-silval-tem-que-demitir-secret%C3%A1ria-roseli-barbosa

Nunca em Mato Grosso e nos demais estados algo tão grave e ofensivo foi publicado pelo governo contra municípios. Uma apostila que deveria ser aplicada pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) num curso de Atendimento em Hotelaria e Turismo para qualificação profissional com vistas a Copa do Pantanal foi impressa com conteúdo mentiroso, imoral e que fere a história dos municípios de Cáceres, Poconé, Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger - todos no Pantanal. O fato é de extrema gravidade. Analistas entendem que se o governador Silval Barbosa (PMDB) não demitir a titular da Setas e primeira-dama do Estado, Roseli Barbosa (nesta foto), e o escalão superior daquela secretaria, o governo entrará em "colapso moral".

A apostila foi contratada por R$ 633,8 mil ao Instituto Concluir, de Cuiabá - e que tem vários contratos de prestação de serviço ao Estado - que assume total responsabilidade por seu conteúdo e isenta o governo. A Setas não se pronuncia sobre o escândalo e se limitou a distribuir nota do Concluir, que chama para si a responsabilidade.

O texto deveria ser didático, como se espera das cartilhas. Porém, foi todo repleto de absurdos.

Sobre Cáceres, em determinado trecho a apostila, diz que a bicentenária cidade, "foi fundada por um grupo de excomungados gatos de botas que carregavam bandeiras, índios tabajaras, freiras lésbicas celibatárias e fugitivos de um circo de horrores holandês". Cáceres também é ironizada como sendo a cidade mais rica da Bolívia e a mais miserável do Brasil.

Sobre Barão de Melgaço cita que, "de acordo com lendas passada de geração em geração, a primeira habitação naquele cu do mundo ocorreu com um tal de Lourenço Tomé em meados do século XIX, que cuidava de uma produção de sanguessugas medicinais". Continuando sobre Barão acrescenta que "o lugar era uma porcaria tão longe de Cuiabá que nem se derem ao trabalho de torná-lo um distrito? é mais um fétido brejo no Oeste do Brasil".

Santo Antônio de Leverger é duramente atacada. O texto ridiculariza a fundação do lugar, "são os paulistas ignorantes que erraram o caminho para ver o Pantanal de Barão de Melgaço e acabaram lá". Mais adiante acrescenta, "Bandeirantes que chegaram em Leverger se depararam com uma vasta beleza natural e diversidade ecológica e então falaram: 'Que porra de Pantanal o quê? Nós viemos aqui para pegar ouro".

Poconé, segundo o texto, foi fundada por "muambeiros, aventureiros, meretrizes, mercadores e outros tipos comum dos filmes de faroeste que, atraídos pela abundância do ouro, ficaram presos naquele fim de mundo para sempre."

CONIVÊNCIA OU INCOMPETÊNCIA?

Roseli não pode ser eximida de culpa. Afinal ela é a secretária, goza dos bônus e não pode fugir do ônus do cargo. A Setas tratou com desdém a apostila. Se algum funcionário leu o texto antes da publicação e não agiu é porque concordou com ele. Se nenhum servidor leu é porque a Setas não tem gestão.

O escândalo estourou nessa terça-feira. Na Assembleia Legislativa, com um pronunciamento contemporizador, o deputado Ademir Brunetto (PT) sugeriu que Roseli fosse ao plenário prestar contas e para que pudesse provar sua inocência. O plenário, governista de carterinha, rechaçou tal proposta.

O Ministério Público não se pronunciou sobre o caso.

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) faz silêncio sepulcral.

A União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT) imita a conduta da AMM.

Boa parte da Imprensa vai evitar o assunto, que deveria se aprofundado, inclusive para se avaliar o pagamento de mais de R$ 630 mil por uma apostila.

Resumo: Quatro municípios de Mato Grosso acabam de ser agredidos por uma publicação paga pelo governo estadual como se fosse apostila de um curso de formação profissional para a Copa do Pantanal. Não irá muito além disso.

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Apostila maldita pode ter sido superfaturada

http://www.mtaquionline.com.br/artigos/2013/04/17/apostila-maldita-pode-ter-sido-superfaturada

EDUARDO GOMES - O caso da apostila maldita (nesta foto) elaborada pelo Instituto Concluir, de Cuiabá, para a Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) pode ser ainda mais grave do ficou patenteado quando de sua circulação que revelou textos grotescos, imorais e que distorcem e maculam a história dos municípios de Cáceres, Poconé, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço. Agora, há indício de superfaturamento do preço pago por unidade editada e impressa.

Hoje, ao registrar boletim de ocorrência sobre o caso, o presidente do referido instituto, Edivaldo de Paiva, insinuou que o material poderia ter sido sabotado. Para sustentar essa suposição o empresário revelou que produziu seis mil exemplares e que 40 unidades teriam sofrido a tal sabotagem.

Com base na tiragem revelada por Paiva é possível chegar ao custo unitário. A Setas pagou R$ 633.800 pelo apostila. Esse montante dividido por seis mil unidades revela que cada uma custou R$ 105,63. Esse preço é muito elevado para material produzido em série e com a qualidade dessa apostila.

A Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia da Polícia Civil, em Cuiabá, instaurou inquérito para apurar o caso. Até agora há três peças importantes: o contratante: Setas, o contratado: Instituto Concluir e a gráfica que rodou o material: Ligraf, de Cuiabá.

A apostila se destina a um curso de Atendente de Hotelaria e Turismo, do programa "Qualifica Mato Grosso", que a Setas planejou executar visando qualificação profissional com vistas a Copa do Pantanal.

SEM POLÍTICA - O caso agora é tratado exclusivamente na esfera policial e foi abafado nos meios políticos. O governador Silval Barbosa não exonerou a secretária da Setas e primeira-dama Roseli Barbosa e nenhum de seus assessores; Silval também não falou em exigir ressarcimento por parte do Instituto Concluir nem em mandar apurá-lo administrativamente.

A Assembleia Legislativa, sempre submissa, tratou de desqualificar o caso. Apenas o deputado Ademir Brunetto (PT) sugeriu a ida de Roseli ao parlamento para que tenha oportunidade de demonstrar que nada tem a ver com a impressão vergonhosa.

Sindicatos, bancada federal, Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT) e Ministério Público fazem silêncio sepulcral.


 
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