FOI UMA ALEGRIA TER VISITADO a Vila Olímpica da Gamboa e a Cidade do Samba, já a todo vapor, junto com Gilberto Gil e o prefeito César Maia, logo depois do lançamento do concurso internacional para o Píer Mauá.
A QUALIFICAÇÃO NOTÁVEL das condições de preparação do carnaval, a dignidade que se deu à indústria do samba, o incremento ao turismo com shows carnavalescos ao longo do ano e, naturalmente, o impulso que se está dando para a área portuária! É realmente importante.
A VILA OLIMPICA da Gamboa, ao pé do Morro da Providência, é um equipamento público desportivo de primeiríssima qualidade: quadras, equipamentos, piscinas azul turquesa –uma especialmente adaptada para deficientes físicos-- falta apenas concluir a recuperação dos dois antigos armazéns do pátio da Marítima.
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| Em janeiro de 2003, primeira visita ao Pátio da Marítima recém-comprado. Ao fundo, a passarela que será roubada... |
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DEU UM CALORZINHO NO CORAÇÃO ver, depois de tanta luta, aquilo tudo quase pronto.
DEI MINHA PARTE DE CONTRIBUIÇÃO, ESSENCIAL, para viabilizar ambos equipamentos. Se não eu lembrar, registrar e reivindicar o crédito, ninguém o fará por mim, pelo contrário, a tendência é tentarem limar quem articula, concebe, abre caminho, dá nó em pingo d' água, mas, por força das injunções político-adminsitrativas, não executa a obra.
IDENTIFIQUEI O TERRENO do então Pátio da Marítima da liquidante da Rede Ferroviária Federal, em 2001, logo que comecei a estruturar o Programa de Revitalização da Área Portuária. Com o apoio inestimável do meu assessor Carlos Eduardo da Rocha e a ajuda sempre precisa e generosa de Johny Lunau, veterano técnico da RFFSA e do chefe de gabinete da SMF, Guilherme Fontes, passamos quase dois anos vencendo mil e um obstáculos burocráticos para conseguir algo que, até então, ninguém havia conseguido, por incrível que pareça: comprar para a Prefeitura um terreno da RFFSA e coloca-lo a serviço da Cidade.
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| Alfredo Sirkis |
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| Era um terreno gigantesco, completamente abandonado. |
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HAVIAMOS HERDADO UM PROBLEMAÇO: o Conde tentara desapropriar aquele terreno, se envolvera numa guerra judicial fútil contra a RFFSA. O projeto concebido para o local era totalmente equivocado. Queriam fazer um grande empreendimento de habitação de baixa renda, contíguo ao Morro da Providência, sem refletir sobre as conseqüências, na situação de esvaziamento econômico e nos problemas de segurança da área. A classe média da Gamboa e Santo Cristo estava em pé de guerra contra a Prefeitura. Corríamos o risco de ter ali uma futura situação tipo Parada de Lucas x Vigário Geral. Por outro lado, é evidente que a ocupação residencial da área teria que ser, inicialmente, de classe média e, depois, uma vez criado um mercado de trabalho e qualificada a área, aí sim, viabilizar diversos projetos de habitação de baixa renda de pequeno porte, bem integrados.
OPTAMOS POR PROPOR, na área ao pé do Morro da Providência, dois grandes equipamentos públicos: um complexo desportivo –em todo o Centro do Rio não existia-- e ali localizar a Cidade do Carnaval, que o prefeito, depois, preferiu rebatizar de Cidade do Samba. Propositadamente, deixamos nas mãos da RFFSA uma faixa de terreno junto à Av Rodrigues Alves para futuro empreendimento residencial de classe média, isso permitiu baratear o preço do terreno restante que compramos por R$ 2.9 milhões.
ALÉM DO ESPAÇO para os dois equipamentos públicos recebemos, de lambuja, um antigo túnel ferroviário que, no futuro, será uma nova via de ligação da área portuária com o Centro.
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| Antonio Correia |
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| Visitando as obras da Vila Olimpica, início de 2004 |
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EM JANEIRO DE 2003, levei o prefeito para conhecer o terreno recém adquirido. Ele se entusiasmou e, de todos investimentos previstos para a área portuária, este, mais o Favela-Bairro da Providência, foram os que se concretizarem. Com o impasse do Guggenheim a revitalização da área portuária, não começou, como seria esperado, pelo perímetro Mauá, mas pela Gamboa.
ALGUNS EPISÓDIOS TÉTRICOS OCORRERAM: a bandidagem comandada por um ex-chefe da Guarda Ferroviária, que todo mundo identifica --só a policia do Garotinho que não-- roubou uma passarela de ferro de trinta metros(!!!) e dezenas de pilares de valor histórico dos armazéns, tombados, do Pátio da Marítima. Quase dois anos depois recuperamos os pilares, em São Gonçalo!
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| Alfredo Sirkis |
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| Vila Olimpica da Gamboa, no dia da inauguração. |
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FINALMENTE, AS OBRAS COMEÇARAM, a Vila Olímpica ficou pronta, em 2004, e a Cidade do Samba, em 2005. Ela já vai servir de base para o Carnaval de 2006. Nem tudo está perfeito. Minha idéia de dar uso residencial ao lote junto à Av Rodrigues Alves --já temos investidor e projeto prontos-- sofreu um retrocesso aparente e existe o perigo daquela área virar um estacionamento de vans e um camelódromo. As obras de urbanização, ao redor dos complexos e a sua ligação com o Centro, ainda não foram iniciadas. A integração desses dois equipamentos no tecido urbano da região ainda não está dada. Mas diante de tudo que foi feito isso, embora importante, é secundário. Vamos tentar resolver mais adiante.
O IMPORTANTE é que o Rio de Janeiro conta agora com dois novos equipamentos públicos básicos e que, a partir da Gamboa, a revitalização da área portuária é uma realidade, irreversível.
Há mais de vinte anos, nada de bom acontecia naquela região. Agora aconteceu.
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| Preparação do carnaval 2006, no novo galpão. |
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| A Cidade do Samba, vista de dentro da Vila Olimpica da Gamboa. |
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