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Alfredo Sirkis - RJ
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Autonomia Carioca: novos caminhos.
Iniciada em 2004, nossa mobilização deu o que falar. Sofreu com a precipitação de alguns aliados e com o fato do foco da midia ter se voltado para os escândalos federais. Propomos uma nova estratégia.

Alfredo Sirkis

A rede Autonomia Carioca / Guanabara , Já! foi lançada em 2004. Contamos com significativas adesões, suscitamos uma forte polêmica na mídia e muitas discussões na sociedade. Em 2005, nossos aliados de outro movimento, Rio Cidade Estado tentaram, via senador Jeferson Peres, introduzir a questão da volta do Estado carioca naquele mesmo referendo dito do [(http://www2.sirkis.com.br/noticia.kmf?noticia=3695414&canal=259)(desarmamento)].

Me opus fortemente à idéia por estar convencido que era ruim misturar os dois assuntos, totalmente distintos, e que ainda não estávamos preparados para um confronto daquela magnitude contra as forças do centralismo anti-carioca e os céticos. Com efeito, a notícia da iniciativa levantou a sanha do governo do Estado contra nosso movimento. Tentaram caracteriza-lo como "elitista" e inimigo dos nossos irmãos fluminenses.

Também tivemos defecções do nosso lado. O prefeito César Maia que, inicialmente, via nossa rede com discreta simpatia voltou-se contra e escreveu um artigo crítico. Em 2004, pouco antes de lançar o Autonomia eu havia conversado com ele sobre o assunto e ele manifestara simpatia dizendo que não iria se envolver mas que torcia a favor. Na polarização prematura que foi desencadeada pela iniciativa de incluir a questão no referendo de 2005 ele reavaliou e recuou. Isso foi negativo pois é complicado nosso movimento, que busca os 50% de votos, ter que se opor simultaneamente às três grandes forças políticas do Estado: à turma do Garotinho (essa não tem jeito). O PT, que por um jacobinismo besta acabou, tardiamente, se identificando com o geiselismo que esfaqueou o Rio, em 1975. E o César, mais por receio tático-eleitoral do que por convicção. Assim seria difícil conseguirmos os 50%, em todo o atual estado do Rio, que precisaremos inevitavelmente para fazer a causa avançar. Mesmo dentro do meu partido, o PV, a questão é controversa e será preciso muito diálogo para que os companheiros fluminenses entendam que o que queremos é melhor para todos, não apenas para os cariocas.

Conseguimos sustentar o debate e rebater uma por uma as acusações e críticas. Revelamos um [(http://www2.sirkis.com.br/noticia.kmf?noticia=3757477&canal=265&total=23&indice=10)(estudo econômico secreto)] do próprio governo do Estado. Mas a crise do Mensalão tirou completamente esse assunto do foco da mídia.

Pessoalmente continuo convicto na justeza e da viabilidade da nossa causa. No entanto, sou favorável a uma estratégia de acúmulo e construção, gradual, de uma correlação de forças favorável, antes de nos lançarmos na luta pela convocação do plebiscito.

Penso que devemos:

1) Ajudar a suscitar um movimento irmão, o Autonomia Fluminense. A fusão foi ruim para eles, também, e há muita gente, na velha província, que voltar a ter o Estado do Rio, de antes de 1975. Com essa simetria ficaremos politicamente mais bem defendidos com relação certos preconceitos que nosso movimento levantou. Não queremos o bom para a cidade do Rio em detrimento do resto do atual estado. Queremos o bem de todos, cariocas e fluminenses, e acreditamos que duas unidades administrativas novas, menores, serão mais eficazes.

2) Definir uma carteira de grandes projetos fundamentais para nossa Cidade. Nesse momento a discussão central é a da segurança e queremos discutir uma nova polícia com dedicação exclusiva, por exemplo.

3) Ampliar nossas alianças para englobar não apenas aqueles que já querem a volta da Cidade-estado como os que, mesmo não acreditando que isso agora seja viável, concordam que nossa Cidade deva assumir poderes crescentes na segurança, águas e esgotos, política ambiental e educação secundária. Autonomia Carioca não é apenas o sonho futuro da Cidade-estado, mas a mobilização para obter, de imediato, mais autonomia para a Cidade, ainda no marco atual.

Amigos autonomistas, a luta continua! Não é uma corrida de cem metros rasos mas uma maratona de 50 quilômetros. Vamos afinar o fôlego, fortalecer as pernas e nos preparar para muitos e progressivos embates, até chegar lá.

Com jeito vai!

Saudações cariocas!


 
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