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Alfredo Sirkis - RJ
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O histórico discurso de Marina Silva na sua filiação ao Partido Verde.
Foi um discurso cheio de emoção mas também de conteúdo que emocionou e fez pensar duas mil pessoas que o assistiram no Centro de Convenções Rosa Rosarum, em Pinheiros São Paulo, no dia 30/8/2009.

Verdepress

1. Não foi fácil chegarmos até aqui. Acho que o Gabeira, o Sirkis, o Penna, o Zequinha, os que se colocaram, procuraram, de forma diversificada, cada um pelo seu olhar, narrar um pouco desse percurso, e a narrativa, ela é muito importante, porque cada vez que ela é feita, ela empresta um olhar, uma escuta, e eu pude ver, em diferentes olhares, em diferentes escutas, aqui que se fez este percurso, do Partido Verde no Brasil. O Partido que foi criando a sua militância, que foi se estabelecendo, mas que também foi acolhendo aqueles que, mesmo não sendo partidários, se colocam como parceiros, nessa grande rede, de buscar um mundo melhor e um Brasil melhor?

Eu chego até aqui e não posso dizer para vocês que esse percurso foi fácil. Tenho 30 anos de militância dentro do Partido dos Trabalhadores, e durante todos esses anos, juntamente com pessoas igualmente valorosas, aprendemos muito, sonhamos muito, realizamos muitas coisas boas. Sofremos alguns constrangimentos, pelo erro de poucos. Não venho mais com a ilusão dos partidos perfeitos, que acalentei durante a minha juventude. Mas, venho com a certeza de que homens e mulheres de bem podem aperfeiçoar as instituições (palmas) e que as instituições aperfeiçoam também os homens e as mulheres de bem.

Durante todos esses anos de militância social e político, tenho me dedicando à causa sócio - ambiental. A primeira parte, não tinha ainda o domínio dos conceitos, quando lá, no Acre, fazíamos desempate, lutávamos, eu, o Chico Mendes, Jorge Vianna, Tião Vianna, Raimundo de Barros, tantas pessoas, para que não se destruísse a floresta e sim, transformasse toda aquela beleza, toda aquela riqueza, em simples pastagem. E, naquele momento, algumas pessoas do Rio de Janeiro olharam para nós e disseram: ´Isto que vocês fazem é defesa do meio ambiente. Isso que vocês fazem é defesa da ecologia`. E eu me lembro que quando o Gabeira, o Sirkis e as pessoas que conversavam com o Chico Mendes, começaram a fazer esse discurso e essa preleção para o Chico Mendes, ele chegou, uma vez todo animado, lá em uma reunião e disse: `O Gabeira e o Sirkis falaram que isso que nós fazemos aqui é ecologia`. E, como ele era muito brincalhão, ele disse: `E, eu perguntei para o Sirkis se isso era coisa para a gente comer` (risos). E, o Chico começou a falar, na sua forma simples, mas muito didática, desses novos conceitos. E, naquela oportunidade, começou a haver um certo estranhamento sobre a postura e a visão do Chico Mendes. Algumas pessoas do movimento sindical não compreendiam porque ele não lutava pela reforma agrária clássica, que acontecia nas demais regiões do país, mas pela reserva extrativista. Algumas pessoas não compreendiam porque a luta não era pela terra, a luta era pela floresta e, assim, o Chico Mendes foi explicando muitas dúvidas. Mas, de certa forma, ele contribuiu para que no Brasil, o primeiro projeto político que, fez uma disputa em defesa de um modelo diferente de desenvolvimento para a Amazônia, foi o Acre, com a eleição do Jorge Vianna e, tudo o que vem acontecendo lá no Estado do Acre. O Chico foi uma pessoa muito especial, como falou aqui o Gabeira e o Sirkis.

Vocês sabem como foi criado o Partido Verde no Acre? O Partido Verde, no Acre, foi criado por vontade do Chico Mendes. Ele queria um partido para coligar, mas ninguém queria coligar com o PT, nem com o Chico Mendes, porque achavam que ele era contra o progresso. O progresso que destruía a floresta e as biodiversidades, as comunidades, e que fazia todo aquele estrago e que, hoje, nós vemos, e que, graças a Deus, está mudando pela consciência de homens, de mulheres, de empresários, de cientistas, de movimentos sociais, no Acre e no Brasil.

Mas, ninguém queria coligar com ele àquela época. E, ele disse:`Então, nós vamos criar o PV aqui`. E, nós falamos: `Mas como vamos criar o PV, se não tem militante do PV?`. Então, ele disse: `Nós vamos emprestar militantes do PT para criar o PV`. E, fez uma grande assembléia, e um grupo de companheiros, voluntariamente, Penna, se dispuseram a fundar o Partido Verde. Pois não é que eu acho que o Partido Verde aprendeu o caminho da roça até hoje?!!! (aplausos).

Mas, eu estou contando isso para poder me conectar um pouco com este evento bonito, esta festa que o Partido Verde está fazendo para a entrada das pessoas, que agora se filiaram, das milhares que vão se filiar e a minha entrada. Eu tomo este gesto, como um gesto de acolhimento muito amoroso, Gabeira, Zequinha, Penna, Juca, Sirkis, Regina, um gesto de acolhimento amoroso.
[(http://www.youtube.com/watch?v=1C4rzZ1Ut7U)(I - Parte VEJA AQUI)]

2.Eu sou uma pessoa que funciono por metáforas. E não foi fácil viver os últimos dias que eu vivi. Há algum tempo, eu venho pensando a questão da sustentabilidade, como algo estratégico para o Brasil, como algo estratégico para o planeta. Nos últimos dez anos, tenho andado o Brasil afora, e eu sinto que está germinando uma nova consciência, uma nova prática, uma nova forma de pensar as políticas públicas, de pensar o trabalho dentro das empresas, dentro das diferentes atividades econômicas, dentro da academia, dos movimentos sociais.

Está germinando uma nova forma de produzirmos a base material da nossa existência. E por que isto está acontecendo? Porque nós estamos vivendo duas crises: uma crise econômica, que todos se preocupam, com justa razão, para resolvê-la. Mas, também, vivemos uma crise ambiental sem precedente, e que nem todos se preocupam com a mesma intensidade, para resolver esta crise. Só que a segunda é mais grave que a primeira. E, se não resolvermos a segunda, qualquer saída para a primeira, será uma falsa saída. Porque não há como resolver os problemas econômicos e sociais, destruindo as bases naturais do nosso desenvolvimento.

E o sistema climático, que está mudando, pelo seu aquecimento, nos dá conta, como um recado mais radical da relação nefasta do homem com a natureza, de que chegamos à era dos limites; de que não é mais possível continuar com a mesma visão de desenvolvimento linear. Não é mais possível imaginar o desenvolvimento, sem que isso se traduza em duas responsabilidades: como atender os reais direitos das gerações presentes, sem que isso signifique comprometer os reais e legítimos direitos daqueles que ainda não nasceram? Essa é a equação que está colocada em todo o mundo, para todos os homens, para todas as mulheres, de todos os setores da sociedade. É isso que chamamos de desenvolvimento sustentável.

Mas para que o desenvolvimento sustentável aconteça no Brasil e no mundo, é preciso que se crie uma cultura de sustentabilidade. E a sustentabilidade, ela se refere, se reporta a várias dimensões: a dimensão econômica, a dimensão social, cultural, a dimensão política, estética e a dimensão ética. Não há como fazer a mudança que precisamos fazer, com a magnitude que precisa ser feita, sem que haja uma forte base social, um grande acordo social, que viabilize a sustentabilidade política para esse novo fazer.

Um novo fazer que não pode mais ser remetido para o amanhã. É um novo fazer que tem que começar agora (palmas). E, nós não temos o direito de adiar essa responsabilidade, esse compromisso. É por isso e, é em nome desse compromisso, que eu me submeti à reflexão, quando o Partido Verde, ao se dispôs a fazer uma revisão programática, colocando a questão do desenvolvimento sustentável, como a estratégia do seu programa e um processo de reestruturação. Eu me comovi e me movi para este desafio e, foi por isso que comecei um processo difícil doloroso, de conversa com meus companheiros do PT, e me expondo aos seus argumentos, porque eu tenho a clareza de que tudo que fizemos juntos deve ser preservado no melhor lugar da nossa casa comum, que é este planeta Terra.

Mas, durante esses diálogos todos, eu ouvia das pessoas: porque você não permanece e vamos fazer esse embate dentro do PT, para convencer o PP de que a questão da sustentabilidade deve ser estratégica ? E eu percebi, que não se tratava mais de continuar para fazer um embate, para convencer daquilo que o mundo inteiro já está convencido (palmas). Tratava-se de fazer um encontro com aqueles que já estão convencidos e, que se dispõem a fazer o convencimento de outras pessoas, inclusive de outros partidos. E, eu espero que este gesto possa contribuir para que a questão da sustentabilidade esteja como estratégica , não apenas no PV, que é pioneiro e, está de parabéns por isso, mas também no PT, no PCdoB, no PSDB, em todos os partidos (palmas), que não podem se furtar a esse desafio.

Mas, do que nos partidos, que a questão da sustentabilidade, em todas as suas dimensões, esteja presente no fazer da sociedade, na diversidade social e cultural, que é maior do que os partidos, não temos que ter a pretensão de querer homogeneizar a sociedade. A sociedade é diversa, os núcleos vivos da sociedade, da academia, do empresariado, dos movimentos sociais, das ONGs, da arte, da espiritualidade, eles são disponíveis para contribuir com esta causa, mas, muitas das vezes, não querem se filiar e, é muito bom que tenhamos pessoas assim, como médicos, como empresários, como cientistas, como advogados, na condição daqueles que vão fazer a transformação.

Porque não há mais espaço para a velha política de fazer as coisas para as pessoas, é preciso que se faça com as pessoas (palmas). Há uma mudança de paradigma, e essa mudança de paradigma tem que ser internalizada por todos. E o que significa isto? Significa respondermos à interpelação ética, que está diante de nós. Países ricos, o que vocês fizeram no passado com os recursos naturais de vocês? Com o processo de desenvolvimento de vocês? Que nos trouxe tantas vantagens, temos que ser leais em afirmar, mas, que também nos trouxe muitos problemas. O homem tentando superar os limites, que a natureza lhe impõe, encontrou o limite da própria natureza e nós nunca nos sentimos tão desamparados.

A pergunta a eles é o que fizeram, no passado, que nos levou a comprometer as possibilidades de vida na Terra? Mas, a interpelação ética que nos é feita é de outra natureza, é em relação ao nosso futuro: o que vocês vão fazer para que as florestas, que vocês ainda têm? No Brasil, 60% de florestas. O que vocês vão fazer com as espécies vivas, que vocês ainda têm? No Brasil, 22% das espécies vivas do planeta. O que vocês vão fazer com a água doce, que no planeta inteiro, só 3% é disponível para o acesso, para o cultivo, para a indústria e a dessendentação? O que vocês vão fazer com os 11% de água doce que vocês tem? O que vocês vão fazer com os povos originários que vocês ainda tem, que são mais de cem povos, que falam mais de cem línguas? É uma interpelação de outra natureza. E ela é instigante, porque aprendendo com os erros do passado, daqueles que ainda não sabiam que estavam prejudicando o planeta, nós podemos re-significar a nossa ação.

Existe um ditado chinês que diz: “Sábios são aqueles que aprendem com os erros dos outros. Agora, estúpidos são aqueles que não aprendem nem com seus próprios erros". (palmas). Se nós não formos capazes de aprender com os erros dos outros, que pelo menos, sejamos capazes de aprender com os nossos próprios erros. Porque no Brasil, nós também, já erramos. A Mata Atlântica, era 1,3 milhões de quilômetros quadrados, só restam 7%. Quando os portugueses chegaram aqui, eram cinco milhões de índios, só restam 700 mil. Um milhão, a cada século, foi eliminado. Nós não temos o direito de não fazer diferente, temos que fazer diferente. E para isto, vamos ter que contar com a ajuda e o trabalho de todo mundo. E, por isso que eu estou aqui.
[(http://www.youtube.com/watch?v=W_07GaE4x2U)(II - Parte VEJA AQUI)]


3.Eu disse que sou uma pessoa que funciono por metáforas para passar a minha dor e, quando eu estava naquela discussão difícil para tomar esta decisão, que agora se faz alegre. Olhando para vocês, se faz alegre (palmas). E, eu disse para os meus companheiros, quando chegou o momento de dizer que havia tomado à decisão, que às vezes, dentro de uma casa, é necessário que a gente saia, filho saia, às vezes o irmão saí, para fazer a sua casa. E, isto não significa que estamos rompendo com o passado das coisas boas e, nem tão pouco nos disresponsabilizando com os erros que foram cometidos, porque o caminho mais fácil é o do rompimento, e de achar que pode levar apenas a herança boa e se descomprometer com toda a história que viveu.

No meu caso, não é possível. São 30 anos de história. E, as pessoas podem me perguntar: “Mas, porque só agora?” E, essa pergunta é legítima. Então, eu disse: “Estou saindo para fazer uma outra casa. E para morar, talvez, na mesma rua, no mesmo bairro, na mesma vizinhança”. Qual a única forma talvez de continuarmos juntos? Não é para fazer um novo caminho. É uma nova maneira de caminhar. É uma nova maneira de caminhar que eu aprendi há muito tempo, com as pessoas que citei, que fizeram o beabá da ecologia, para mim.

Eu tive que me segurar muito para poder fazer este discurso. Eu havia pensado algumas coisas. Mas, eu resolvi e desisti, por que agora é um momento de falar mesmo com o coração (palmas). De falar com o coração, eu quero homenagear este meu passado, da seguinte forma: existe..., são palavras dita por Guimarães Rosa, em um conto, chamado Nem um, Nem uma, e tem um momento em que o personagem diz o seguinte: “será que você seria capaz de se esquecer de mim e assim mesmo, depois e depois, sem saber, sem querer, continuar gostando, como é que a gente sabe?”

Essa é a homenagem que eu faço para o meu passado (palmas). Eu vou continuar gostando e gostando sem querer, sem saber, de todas aquelas pessoas que construíram a História. Mas, Gabeira, Sirkis, eu quero homenagear esta nova casa, que já existe e que agora eu estou me dispondo a, junto com vocês, ampliar o alcance, fazer as mudanças, preservar aquilo que precisa ser preservado; com as palavras de um homem, que é muito importante na minha formação ética, que é Santo Agostinho, e aí vocês vão entender porquê. Essa é a homenagem, que eu quero fazer para os verdes, depois do Guimarães Rosa para o PT. Disse Santo Agostinho: “Tarde vos amei, beleza tão antiga e tão nova. Tarde vos amei.
[(http://www.youtube.com/watch?v=y20HWOTZSPU)(III - Parte VEJA AQUI)]

4.Eu quero terminar, dizendo para vocês, porque queremos fazer coisas, nós estamos aqui porque temos ideais e que em cima de princípios éticos e valores morais duradouros. Nós podemos fazer alianças pontuais. Porque não somos obrigados a pensar da mesma forma, do mesmo jeito. Nós não somos sacos de estopa. Nós somos pessoas diferentes, com desejos diferentes. Não é errado ter diferentes interesses. O erro é quando alguém pensa que, de forma ilegítima, vai fazer o seu interesse se sobrepor ao dos demais (palmas).

O interesse da nação brasileira, da preservação do planeta, está acima de nós. E é em nome desse interesse maior que nós estamos unidos. Para isso, cada um vai ter que assumir a sua posição, a sua responsabilidade, e eu sempre digo que para esta mudança precisam três coisas: ter a visão – e que seja uma visão generosa, acolhedora da diferença -, que não pretenda hegemonizar as diferenças, nem diluir os sonhos; e, que seja um processo democrático aberto, transparente, com lideranças multicêntricas, para processos e respostas multicêntricas. Que sejam estruturas flexíveis, capazes de comportar o melhor da academia, dos movimentos sociais, da política, dos governos, do empresariado, da arte e da espiritualidade.

Para isso, cada um, vai ter que ajudar a construir. Isso não vem porque nós, simplesmente, desejamos. É uma construção histórica. E, cada homem, cada mulher deve e pode fazer. Agora, uma coisa importante: essa transformação será fruto da vontade e da determinação de homens e mulheres que se colocam como mantenedores de utopia, mesmo em uma idade já amadurecida.

Mas, para que isso aconteça, é fundamental a força e o envolvimento da juventude. É a juventude que faz mudança. Sem ela, nada muda (palmas). Tudo fica no lugar. No Acre, nós mudamos, porque foi possível, Juca, grupo de jovens sonhadores, ao lado de Chico Mendes, Dom Moacir, Leonardo Boff, Clodovis Boff; eles nos davam suporte para sonharmos. Eu nunca esqueço, no dia em que D. Moacir me mandou, numa canoa, para levar alimentos para alguns trabalhadores, que estavam lá no seringal Catuaba, isolados, com jagunços, e eu e a Celma íamos remando, na canoa. Ela, 17 anos e eu, 19 anos. Um pouco mais magrinha do que hoje, mas dava para ver, para perceber.

E, quando nós passávamos, ninguém dava a mínima para aquelas duas meninas. Levávamos a comida e voltávamos. Um belo dia, já um pouco mais grandinha, numa reunião, deveríamos ter 28, para 30 - da idade da minha filha Shalom, que está aqui (minha filha Moara, minha sogra, meu sogro, meus amigos, minha família – palmas – que estão aqui) eu disse numa reunião, para D. Moacir: “D. Moacir, como é que o senhor teve a coragem de mandar aquelas duas meninas lá, no olho do furacão, do conflito armado?” Obviamente, que o inconsciente faz armadilhas, e eu queria que ele dissesse, Augusto: ”vocês eram muito corajosas, vocês eram muito ousadas, vocês eram meninas muito fortes”. Ele olhou para mim e disse: “Minha filha, quem não tem quem mandar, manda qualquer um”. (risos) (palmas)

Pois não é que essa história de mandar qualquer um dá certo? Então, não espere para se transformar primeiro no Obama, no Pelé, em quem quer que seja. Vai em nome de qualquer um, que é isso que faz a mudança. Se coloque no seu lugar e faça a diferença (palmas). Para concluir, eu vou terminar com uma poesia, que eu faço, que os meus assessores não aguentam mais. O Capobianco não aguenta mais, o Fábio Feldman também não. Mas, aqui no PV, é nova, então eu posso, dizer (risos).

Está um pouco por aí, nos mangues, eu vi. É algo que nos chama a fazer esse revezamento, de que ninguém deve ser líder de tudo e ainda querer ser líder do resto. Isso não dá certo. E no Brasil, isso está destruindo a política, um pouco. Na Amazônia, tem uma árvore chamada “taxí”. Tem umas formigas, e em baixo do taxí, não nasce absolutamente nada. E, eu lá no Acre, eu dizia: não podemos taxí, porque é preciso que possam nascer novas plantas. Os lagos só são ricos na Amazônia, porque de vez enquanto, eles são inundados pelas águas e levam novos nutrientes e novos peixes. Se você derreter tudo, vai acabar virando um mar morto.

Então, cada um se coloque na posição de revezamento. É mais ou menos assim: “Do arco que empurra flecha, quero a força que a dispara, do alvo que é mirado, quero que o faz desejado. Do desejo, que busca o alvo, quero o amor por razão. Só assim, não terei armas. E, assim, não farei guerras e assim fará sentido o meu passar por esta Terra. Sou o arco, sou a flecha. Sou todo em metades. Sou as partes que se mesclam nos propósitos e nas vontades. Sou o arco por primeiro. Sou a flecha por segundo. Sou a flecha por primeiro, sou o arco por segundo. Buscai o melhor de mim, e terás o melhor de mim. Darei o melhor de mim onde precisar o mundo. Que o mundo possa levar o melhor de cada um de nós, nesse ato, nesse gesto, de acolhimento, que é do Brasil, que é do planeta, que é de um mundo melhor”.

Muito obrigada e um beijo no coração dos verdes (palmas). [(http://www.youtube.com/watch?v=NRiao1eqovQ)(IV Parte VEJA AQUI)]


 
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