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Velib: uma revolução na mobilidade urbana.
É mais do que um aluguel de bicicletas simplificado. É uma autêntica revolução na mobilidade urbana.
Alfredo Sirkis
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| Apanhando e depois apreendendo... |
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O Vélib em ação: [(http://www.youtube.com/watch?v=NdFQCQyv3pE)(VEJA AQUI)]
Conheço sistemas de aluguel de bicicletas com a possibilidade de entrega em outros locais, há muito tempo. Lembro que o primeiro que utilizei foi em Chicago, em 1995. No Rio, já temos um embrionário restrito a orla e numa escala de miniatura, meio para “inglês ver”. O Velib é um caso espetacular de sucesso.
Há postos de estacionamento de bicicletas em toda a cidade. Na média, a cada 300 metros. São 1.450 ao todo. Há cerca de 15 mil bicicletas disponíveis. Vem sofrendo uma taxa considerável de vandalismo, apesar da caução-cartão de crédito de 150 euros. Ficam próximos uns dos outros e perfeitamente integrados nos demais modais de transporte: metrô, trens, ônibus, etc...
Na forma que o Velib funciona a bicicleta é praticamente uma extensão da dinâmica pedestre. O sistema funciona de forma a estimular usos de não mais de meia hora (saem de graça) e se você retiver o “velô” por mais tempo começa a ficar exponencialmente mais caro e, de fato, não há necessidade, os postos de locação automática são tantos que, consideradas as dimensões da cidade, raramente você usará a sua mais de meia hora seguida num trajeto de ida.
O único defeito que encentrei é uma certa dificuldade para o registro inicial, sobretudo para quem não vai tirar uma carteira NAVIGO, intermodal, e pretende ficar pouco tempo. Você tem que acessar o terminal deixar uma caução sobre cartão de crédito de 150 euros, e retirar um passe válido por um dia ou uma semana. É um processo chato de digitação com uma série de campos complicados e desnecessários. Apanhei um dia inteiro e só consegui depois da enésima tentativa. Aparentemente, o terminal recusava meus cartões de crédito depois de eu digitar a senha. Descobri, finalmente, que eu não estava dando o “enter”, que, na verdade, era o “v”, só que não aparecia uma solicitação/instrução para tanto.
Já reclamei com meu amigo Denis Baupin secretário de transportes de Paris, o homem que desenvolveu o Vélib. Detalhe: todo o sistema sai de graça para a prefeitura de Paris. É financiado por uma empresa de propaganda que ganhou o direito a explorar painéis e outros espaços publicitários.
É bom, bonito e...de graça!
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Um ponto automático do Velib
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De perto, a tranca eletrônica que prende a bicicleta à base.
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Comemorando o aprendizado
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