Aparentemente, terminou o imbróglio do Rio de Janeiro. Estamos diante de duas eleições: uma para governador, de âmbito estadual. Nela, coligam-se os quatro partidos: PV, PSDB, PPS e DEM em apoio a Gabeira. A eleição para o Senado é nacional e vinculada às candidaturas presidenciais. Os partidos pró-Serra lançam César Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS) e, o partido pró-Marina, Aspásia Camargo. Oferecem-se garantias de que "qualquer eventual percalço no registro de candidatura majoritária não comprometerá a coligação para governador, nem nenhuma outra das candidaturas majoritárias".
Isso foi uma garantia que demos para o caso --não acreditamos que ocorra-- haja algum óbice legal ao lançamento da candidatura ao Senado do PV. O temor dos outros partidos era que isso pudesse ser utilizado para inviabilizar alguma outra candidatura. Era um temor infundado, mas acabamos por bem dar essa garantia.
A lógica da eleição para o Senado é o seu vínculo com a presidencial. Nesse caso, os verdes votarão apenas na candidata que está comprometida com Marina Silva.
A questão relativa ao ex-prefeito César Maia sequer foi tratada. Está entendido que terá o apoio dos três partidos que nacionalmente se vinculam à candidatura do ex-governador José Serra.
As nuances dessas composições dentro da lógica do nosso sistema eleitoral não são tão simples à primeira vista. Há uma assimetria pela qual Serra apoia Gabeira mas, Gabeira apoia Marina, sem ambiguidades. Esse tipo de situação se reproduz em diversos estados e costumamos citar o exemplo do Acre, onde Marina apoia Tião Viana, do PT, que apoia Dilma. (ainda que 45% dos acreanos apoiem Marina).
É preocupante quando os repórteres políticos elaboram sua própria teoria e se esforçam, com afinco, não em apurar o que de fato acontece mas, arrancar uma frase que possa, devidamente distorcida, confirmar essa teoria.
Inventaram a história do "duplo palanque", como se fosse possível se votar em dois candidatos a presidente ao mesmo tempo. Repetimos incessantemente que, conquanto o apoio de Serra a Gabeira seja bem vindo, isso não implica na recíproca. Não é uma coisa tão difícil assim de entender, mas alguns teimam em não entender e criar versões equivocadas.
Abaixo temos uma nota do PV-RJ desmentindo a mais recente "barriga".
Nota oficial. PV-RJ desmente versão atribuída a tucano
O Partido Verde do Rio de Janeiro esclarece à opinião pública que é totalmente falsa a informação veiculada por alguns meios de comunicação de que teria sido deliberada a participação de Fernando Gabeira, pré-candidato do PV a governador do Estado, em atos de campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Segundo o mesmo noticiário, a decisão teria sido tomada em reunião dos partidos PV, PSDB, PPS e DEM para debater assuntos relativos à campanha estadual, realizada ontem no Rio.
É, portanto, totalmente descabida a afirmação atribuída ao ex-deputado Mário Fortes, dirigente do PSDB, de que Gabeira apoiaria tanto a presidenciável do PV, senadora Marina Silva, quanto Serra.
Como já foi afirmado e reafirmado inúmeras vezes, Fernando Gabeira apoia integralmente e exclusivamente Marina.
A rigor, a reunião dos partidos no Rio de Janeiro nem sequer tratou da eleição presidencial. Limitou-se a abordar questões locais, conforme nota distribuída, que pode ser lida abaixo.
Os repórteres que ali estavam abordaram alguns dos presentes, à saída do encontro, com perguntas que invertem a lógica dos apoios.
Foi perguntado insistentemente se José Serra poderá se encontrar com Gabeira para lhe prestar apoio. Evidentemente, que essa iniciativa é compatível com a coligação, mas não implica reciprocidade. Gabeira apoia decididamente e sem ambiguidades a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva.
Esse tipo de assimetria é da natureza do sistema eleitoral vigente e se reproduz em vários Estados e em diferentes situações.
Nossa candidata presidencial já manifestou várias vezes sua disposição de apoiar o candidato do PT ao governo do Acre, Tião Viana. Nem por isso, Marina alimenta a pretensão de ver Viana abandonar, ou "cristianizar" a candidata presidencial de seu próprio partido.
O entendimento dessas situações é bastante fácil, e a confusão criada em torno disso é prejudicial ao direito do leitor a uma informação precisa. Fique claro de uma vez por todas: na medida em que os partidos PSDB, PPS e DEM decidiram na eleição para governador do Rio apoiar o candidato do PV, Fernando Gabeira, seu apoio e o de seus dirigentes estaduais ou nacionais é bem-vindo, mas não envolve nenhum tipo de divisão ou compartilhamento de apoios no que diz respeito à eleição presidencial.
Gabeira apoia Marina e só Marina. Fique claro de uma vez por todas.
PARTIDO VERDE - RJ
O documento do acordo dos quatro partidos
Eis a íntegra do documento firmado pelos quatro partidos e assinada pelos presidentes estaduais do PV, Alfredo Sirkis; do PSDB, Luis Paulo Rocha; do PPS, Conte Bettancourt, e do DEM, Solange Amaral.
ACORDO DOS PARTIDOS COLIGADOS PSDB, PV, DEM E PPS EM TORNO DAS ELEIÇÕES AO GOVERNO DO ESTADO DE 2010
“Na reunião do dia 3 de maio de 2010, na presença de representantes dos quatro partidos supracitados, acordou-se que a união em torno da candidatura de Fernando Gabeira ao governo do Estado é a razão da coligação.
Na coligação, o PV tem a vaga para governador, e o PSDB, a vaga para vice-governador.
Nas eleições para o Senado, o DEM ocupará a primeira vaga, e o PPS, a segunda, ambas vinculadas a sua candidatura nacional comandada pelo PSDB. O PV terá a sua candidatura ao Senado vinculada a sua candidatura nacional.
Os partidos acordaram que qualquer eventual percalço no registro de candidatura majoritária não comprometerá a coligação para governador nem nenhuma outra das candidaturas majoritárias.
Foi acordado que os quatro partidos em todas suas candidaturas seguirão o critério do Projeto de Lei Ficha Limpa, que proíbe candidaturas de pessoas condenadas sem considerar a possibilidade de recurso.”
MENSAGEM DO CANDIDATO A PRESIDENCIA DA COLOMBIA PELOS VERDES
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| Antanas Mokus, na frente, com quase 40%! |
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Recebermos de Antanas Mockus, candidato à presidência da Colômbia pelos verdes, que acaba de passar o candidato oficialista, Juan Manuel Santos, nas pesquisas, a seguinte mensagem que está mandando para o povo colombiano:
"Amigos y amigas
En toda Colombia se siente una fuerza, la de la Ola Verde. Millares de colombianas y colombianos se identifican con nuestros principios y nuestra propuesta. Muchos -tal vez la gran mayoría- se han convertido en líderes de opinión, explican permanentemente a sus amigos, compañeros, familiares e incluso a desconocidos las ideas e importancia de esta apuesta colectiva. Entre todos y todas estamos transformando la política, estamos poniendo nuestro granito de arena de manera desinteresada. Por eso nos saludamos con la frase "¡Tú también ayudaste!"
Este proceso sin embargo, nos enfrenta por momentos a situaciones incomodas y retos complejos. Tenemos que seguir dando ejemplo que la política se puede hacer sin ataques, sin insultos, sin mentiras.
También debemos ser muy estrictos en el cumplimiento de las reglas propias de una política limpia.
A los alcaldes, gobernadores y otros servidores públicos que simpatizan con nuestra propuesta les recordamos que la mejor colaboración que pueden hacer a nuestra causa es mantener la neutralidad, e ir en ello incluso más allá de sus obligaciones legales para asegurar que de ninguna manera se usen bienes del Estado o instrumentos de poder para fines electorales. Los ciudadanos los quieren ver cumpliendo con sus tareas y no defendiendo nuestras tesis o cuestionando las de otros candidatos.
A los empresarios que nos apoyan les pedimos que inviten a sus empleados a votar de manera libre por el candidato que prefieran. Queremos que todos los votos por los candidatos del Partido Verde, Antanas Mockus y Sergio Fajardo, sean auténticamente libres.
No haremos alianzas con organizaciones políticas que tengan cuestionamientos judiciales o sociales.
Quienes resultaron elegidos por otros partidos deben tener en cuenta que están sometidos a las decisiones de sus partidos. Entre todos podemos desterrar el voto comprado, el voto intimidado, el voto desinformado.
Quienes tienen la vocería política de nuestra campaña han venido recordando a los simpatizantes de la Ola Verde estos deberes y lo seguirán haciendo hasta el último día.
Los colombianos hemos luchado durante 200 años por el derecho a elegir libremente. Hoy defendemos este derecho frente a las trampas, la coacción y la violencia. Debemos pensar cómo votar de acuerdo con propias ideas buscando el bien general. Entre todos podemos educarnos para que todos votemos a conciencia. Si nos multiplicamos, si construimos confianza, si mantenemos la consistencia entre nuestro discurso y nuestra acción, nos merecemos ganar las elecciones en la primera vuelta.
¡La unión hace la fuerza!
Un abrazo,
ANTANAS MOCKUS
Bogotá, DC mayo 3 de 2010